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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Como as crianças aprendem a falar?

Criança tomando banho



qd_topico_vdComo os Bebês Realmente Aprendem a Falar:

Você certamente já ouviu que, quando estão aprendendo, crianças são como esponjas; Eles absorvem tudo. Mais ainda, aprendem através da imitação! Não há como ser de outra forma; só podemos aprender imitando!

Nas primeiras seis semanas de um bebê, ela começará a reconhecer quem é sua mãe; será estimulada pelos sons mais altos e audíveis, e escutará as vozes das pessoas mais próximas.

Durante os três primeiros meses de uma criança, ela aprenderá a sorrir; mostrará interesse pelas coisas à sua volta, se divertirá observando o rosto das pessoas, e começará a acompanhar o movimento de coisas ou pessoas com seus olhos.

Assim não é surpresa, que os bebês aprendam os fundamentos da linguagem durante seus primeiros nove meses; mesmo que eles não falem palavra alguma.

A Atividade a seguir, é um bom exemplo de como você pode ajudar seu bebê a desenvolver as bases elementares da linguagem.



qd_topico_vmEsconde-esconde na Banheira

Como vamos precisar de um personagem fictício para descrever nossa atividade, Este será uma menina que vai se chamar Vitória.

Vitória está em sua banheira batendo na água com as duas mãos. Sua Mãe ou Pai, está sentado ao lado da banheira, cuidando de sua segurança.

"Vitória, Vitória," se diz enquanto se pega uma toalha de banho.
"Você está pronta para nossa brincadeira especial?"

Vitória olha para cima e vê o sorriso estampado no rosto do adulto ali presente. Ela sorri para ele e dá uma gargalhada.

Ele diz: "Vamos brincar de Cadê-você," e coloca a toalha na frente do seu rosto, de modo a escondê-lo dela.

Vitória estende a mão e toca no alto da cabeça dele.
O adulto diz, "Cadê-você, Vitória, não consigo ver você."

Ele baixa um pouco a toalha de modo que seus olhos fiquem à vista. Vitória dá um grito de alegria.

Ele cobre seus olhos outra vez e diz, "Cadê-você, Vitória... ainda não consigo ver você."
O Adulto pega a toalha e leva na direção dela dizendo, "Agora é sua vez Vitória."

Ela pega a toalha e coloca-a na frente do seu próprio rosto, imitando-o.
O adulto então dirá: "Onde está Vitória?"

Vitória derruba a toalha na banheira deixando-se ver, e bate com as mãos agitando a água. Ela balbucia para o adulto: "Dadadada. Dabababa."

Ele diz, "Acho que você está dizendo que está cansada de brincar de Esconde-esconde. Vamos brincar com seu Patinho e sua esponja?"


Como muitos bebês, Vitória está aprendendo sobre linguagem, da seguinte forma:
  • Ela sabe que é divertido brincar com outra pessoa.
  • Ela levanta os olhos quando o adulto diz o seu nome.
  • Ela sorri quando o adulto sorri para ela.
Eis como o responsável pela criança, ajuda no desenvolvimento de sua linguagem:
  • Falando com ela durante uma atividade diária - Que pode ser A hora do banho;
  • Dizendo seu nome várias vezes, de modo que ela se familiarize com o mesmo e aprenda a reconhecê-lo quando alguém o pronunciar;
  • Repetindo várias vezes a brincadeira, e então encorajando ela quando diz, "agora é a sua vez de jogar!"
  • Respondendo aos seus balbucios como se soubesse o que ela está dizendo.


Autor:
Site de Dicas


A zona de desenvolvimento proximal



Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) é um conceito elaborado por Vygotsky, e define a distância entre o nível de desenvolvimento real, determinado pela capacidade de resolver um problema sem ajuda, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através de resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou em colaboração com outro companheiro. Quer dizer, é a série de informações que a pessoa tem a potencialidade de aprender mas ainda não completou o processo, conhecimentos fora de seu alcance atual, mas potencialmente atingíveis.
Esta idéia aproxima-se à de Jim Cummins, de informação mais um (ou i + 1), que afirma que o indivíduo não pode construir conhecimento novo sem uma estrutura, um fundamento, de aprendizagem prévia. Lev Vygotsky diz que o indivíduo não pode transpor um expediente de aprendizagem sem algum um conhecimento anterior cognitivamente relacionado, a fim de conectar e suportar a nova informação.

Os níveis de desenvolvimento

Vygotsky descreve dois níveis de desenvolvimento, denominados desenvolvimento real e desenvolvimento potencial. O desenvolvimento real é aquele que já foi consolidado pelo indivíduo, de forma a torná-lo capaz de resolver situações utilizando seu conhecimento de forma autônoma. O nível de desenvolvimento real é dinâmico, aumenta dialeticamente com os movimentos do processo de aprendizagem. O desenvolvimento potencial é determinado pelas habilidades que o indivíduo já construiu, porém encontram-se em processo. Isto significa que a dialética da aprendizagem que gerou o desenvolvimento real, gerou também habilidades que se encontram em um nível menos elaborado que o já consolidado. Desta forma, o desenvolvimento potencial é aquele que o sujeito poderá construir.

A zona de desenvolvimento proximal

A ZDP muitas vezes é tomada como um dos níveis de desenvolvimento, porém, trata-se precisamente do campo intermediário do processo. Sendo o desenvolvimento potencial uma incógnita, já que não foi ainda atingido, Vygotsky postula sua identificação através do entendimento da ZDP. Tomando-se como premissa o desenvolvimento real como aquilo que o sujeito consolidou de forma autônoma, o potencial pode ser inferido com base no que o indivíduo consegue resolver com ajuda. Assim, a zona proximal fornece os indícios do potencial, permitindo que os processos educativos atuem de forma sistemática e individualizada.

Analisando o conceito de ZDP

Palincsar (1998), um estudante que fez trabalho considerável, casando a ZDP com o constructo de "scaffolding", afirma que “… [a ZDP] é talvez um dos mais usados e menos compreendidos constructos que aparecem na literatura educacional contemporânea” (Palincsar, 1998, pág. 370). Entre os principais motivos para essa afirmação está o fato das pessoas terem retirado a ZPD de sua estrutura teórica original (passando a ser usada mais como ferramenta explanatória - desconsiderado o seu poder descritivo), e a interpretação literal da idéia de capacidade, através da qual as pessoas tendem a criar espaços, para a performance assistida, ao invés de olhar para a gama de possibilidades de artefatos culturais (inclusive elementos da própria tarefa), que estão presentes na aprendendizagem, e que mediam a aprendizagem na ZPD (Palincsar, 1998).
Segundo Chaiklin, a interpretação comum da ZDP (Chaiklin, 2003, pág. 41) compreende três suposições: suposição de generalidade - por meio da qual se assume a aplicabilidade universal da ZDP; suposição de ajuda – semelhante ao argumento de Palincsar sobre a ZPD ter sido realinhada para assumir que a aprendizagem requer a intervenção de um especialista; e suposição potencial – por meio da qual a ZPD é vista como um tipo de propriedade natural do estudante, que permite a melhor aprendizagem com menor dificuldade.

Chaiklin (2003) critica a interpretação comum em três fundamentos. Primeiro, a ZPD deve estar relacionada ao desenvolvimento global ao longo do tempo, ao invés de tratar da aprendizagem de qualquer habilidade específica; segundo, é fato aceito que uma criança pode fazer mais se houver a direção e colaboração de uma pessoa mais capaz. O que muitos pesquisadores evitam é entender o significado da assistência provida, em relação à aprendizagem de habilidades e o desenvolvimento global do estudante. Finalmente, o potencial de um estudante não é propriedade de uma criança (como em “nesta fase ela está em sua Zona de Desenvolvimento Proximal”), pelo contrário, a ZDP é uma indicação de presença de imaturidade, ou do processo de amadurecimento, como se queira, funções psicológicas que podem ser um trampolim para intervenções significantes.

Tudo a seu tempo


Imagem retirada do guia do bebê
A retirada da fralda simultaneamente, durante o dia e à noite, evita que o pequeno desenvolva a chamada enurese noturna

            O pediatra Rinaldo de Lamare, espécie de guru para as mães das décadas de 60 e 70, preconizava que o treino para controlar as necessidades fisiológicas poderia começar após a criança completar um ano. “Esse treinamento é um processo longo, demorado, exigindo paciência e perseverança dos pais, que lavará em média um período que se estende de 1 a 2 anos”, escreveu De Lamare em seu best seller A vida do Bebê (Editora Bloch).
            De lá para cá muita coisa mudou. O processo de retirada de fraldas continua exigindo perseverança e paciência dos pais, mas pode ser bem mais simples. Também já não é tão precoce. “É importante respeitar o ritmo da criança e não seguir apenas a idade cronológica. O primeiro critério é que ela já saiba se expressar verbalmente, o que acontece, em média, a partir dos 2 anos”, diz a pedagoga Rilma Sant’Ana, 29 anos, que teve como tema de sua monografia “O controle dos Esfíncteres”. O principal ponto do trabalho de Rilma, que é professora na escola infantil Raio de Sol, em Curitiba, diz respeito à forma de como se dá esse processo. Ela defende que a retirada da fralda deve ser feita simultaneamente durante o dia e à noite, diferente do que é praticado normalmente quando a fralda noturna é mantida por mais tempo para evitar eventuais “escapadas”. “Isso vai dar um pouco mais de trabalho para os pais, que terão de levantar de madrugada para levar a criança ao banheiro num prazo de 2 a 3 meses. Por outro lado, não há perdas para a criança”, explica a pedagoga. Para apresentar tal proposta, Rilma se baseou num estudo feito pelos pediatras Cilene Karam Farinyuk e Dautro Zunino, entre 1993 e 1999, no Hospital de Clínicas. A pesquisa acompanhou 100 crianças – 50 meninos e 50 meninas. Deste total, 50 % passaram pela retirada simultânea e 50% pela tradicional, ficando sem fralda primeiro de dia, depois à noite. O estudo associou a retirada de fralda em duas fases à chamada enurese noturna – 32% das crianças desse grupo passaram a fazer xixi na cama depois do processo. “O sistema nervoso desencadeia um reflexo: durante o dia ele controla, à noite não. Se há a retirada de fralda simultânea, a partir dos dois anos, a criança não faz mais xixi na cama. É muito resolutivo”, defende a pediatra Cilene Karam.
            Giulia, de 2 anos e 7 meses, não usa mais fraldas há meio ano. Ela já tinha o exemplo da irmã, Isabelli, 5, mas ver uma coleguinha usando calcinha na escola foi determinante para que ela decidisse se livrar das fraldas. Sua mãe, a dentista Geórgia Salomão, comemora o processo sem traumas. “Pedi ajuda na escola para que a levassem ao banheiro. Em uma semana tirei a fralda do dia e na outra a da noite. Ela fez, xixi na cama umas duas noites e nunca mais”, lembra. A mãe também seguiu a recomendação de diminuir a oferta de líquidos para Giulia após as 18 horas para que não haja muita necessidade de eliminação durante à noite.

            A pedagoga Rilma Sant’Ana destaca a importância da interferência positiva dos pais, evitando desconfortos para o pequeno. “Freud mencionava a importância do cuidado na educação infantil e do respeito pelo corpo para que, quando adulto, esse indivíduo tenha um aspecto sexual bem resolvido”. Na retirada de fraldas, é permitido levar os brinquedos para o banheiro, ganhar calcinhas e cuecas com bichinhos, se despedir do xixi e do cocô. “Para a criança, isso é tão importante quanto qualquer outra atividade desenvolvida por ela”, diz Rilma.

Quando retirar as fraldas?

Cada criança tem seu tempo, mas leia o texto abaixo e reflita nas orientações que se seguem.

Por volta de 1 ano e meio, a criança começa a avisar que quer fazer xixi e cocô. Essa é a melhor época para iniciar a retirada das fraldas. Não se deve apressar a retirada das fraldas, nem bater na criança quando ela não conseguir avisar a tempo que vai fazer xixi e cocô. Cada criança tem seu momento próprio para abandonar as fraldas.

Muitas mães ficam preocupadas com a hora certa para retirar a fralda dos filhos, e nessa fase muitas dúvidas são frequentes. A idade mais adequada, como proceder, forçar ou não a retirada da fralda, são apenas as questões mais comuns. O que os pais devem saber é que toda mudança na criança tem que ser realizada respeitando a sua individualidade e o seu próprio ritmo.

Para isso é preciso que haja um certo tempo de maturação, para que um treino produza resultado. Aprender a controlar-se não é fácil, principalmente quando se trata de crianças apenas a começar o seu contato com a vida. Para elas, o que nos parece tão simples é uma enorme empreitada. São muitos os conceitos a serem reconhecidos:

- Há uma ocasião e um lugar apropriado para a eliminação (evacuar);
- Aprender e familiarizar-se com as sensações que indicam a necessidade de eliminar;
- Aprender a contrair os seus esfíncteres, para inibir a eliminação e descontraí-la para permitir que ela se efetue.

O processo deve começar com a orientação paciente, seguida da retirada consentida das fraldas e da compreensão enquanto o treino não se completa, com as roupas molhadas e as trocas repetidas, para não falar dos colchões e do chão. Sobretudo, lembre-se de ter compreensão.

Devido ao grau de amadurecimento individual, algumas crianças conseguem retirar a fralda mais cedo que outras. A sensibilidade dos pais dará a percepção para quando os seus filhos estiverem a manifestar os primeiros indícios de estarem aptos para iniciar o treino, por exemplo: acordarem com fraldas secas, passarem uma parte do dia secas e quando anunciarem que fizeram "xixi".

Nessa hora a criança está pronta e pode ser iniciado o incentivo ao "xixi" diurno. Retira-se a fralda, oferecendo o pote/sanita algumas vezes, sem forçar, porém orientando ser esse o meio para evitar que ele saia sem querer. É importante não recuar e ter muita paciência, o treino pode levar até seis meses para que o controle seja total.

Já o controle das excreções fecais deve ser feito posteriormente. Para a criança é um momento muito importante, pois as fezes representam seu produto, por isso muitas delas se recusam a evacuar e desenvolvem o problemas de constipação. As crianças que não conseguem retirar as fraldas devem ser avaliadas, mas muitas vezes a dificuldade está nos pais: inconscientemente podem não querer ver os seus filhos tornarem-se independentes.

Quando os pais estiverem conscientes disso, poderão conversar com as crianças, mostrando que "crescer é bom" e que está na hora de retirar a fralda. Talvez as crianças esperneiem, façam birra, mas os pais devem mostrar-lhes que conseguirão suportar tais comportamentos com tranquilidade e segurança.

O mais importante, no entanto, é ter paciência, compreensão e perseverança, já que são muitos os comandos que a criança tem que aprender para o controle dos esfíncteres. Em caso de dúvidas procure o pediatra, ele poderá tirar todas as suas dúvidas e orientar o melhor caminho a seguir.

Chega de fraldas!

Quando retirar as fraldas?
O início da retirada das fraldas sempre gera grandes dúvidas nos pais. Esse deve ser um momento tranqüilo, considerado como parte da vida da criança e dos pais e encarado sem angústias.
O seu bebê está crescendo, tornando-se mais independente e deixando a mamãe mais livre também. É uma nova etapa, uma nova relação entre pais e criança que começa.
Os pais não devem ter pressa nesse processo. Uma criança que não tem maturidade suficiente para controlar seus esfíncteres (músculos que controlam a saída da urina e fezes) e é forçada a deixar as fraldas, pode ter sérios problemas de incontinência urinária ou de intestino preso. Portanto, não há nada melhor do que dar tempo ao tempo.
A criança precisa ter algumas habilidades para começar ficar sem as fraldas. Ela deve conseguir ficar sentada sozinha de 5 a 10 minutos, andar, falar para conseguir pedir para ir ao banheiro e tirar suas roupas que devem ser de fácil manuseio, como a de elásticos.
Geralmente, uma criança de 2 anos de idade já se encontra pronta para o início da retirada das fraldas. Nunca se esqueça que cada criança tem o seu desenvolvimento e o seu tempo para aquisição de habilidades. Respeite o momento de cada criança.
Tá chegando a hora - Uma dica para reconhecer que já pode começar o treinamento é quando a criança aponta ou comunica que está suja ou que está fazendo xixi ou cocô ou então quando se interessa pelo o que os pais ou irmãos vão fazer no banheiro.
Explique sempre o que acontece no banheiro de forma que a criança possa entender que aquele lugar é o ideal para fazer o xixi e o cocô. Deixar a porta do banheiro aberta faz com que a criança imite os mais velhos e perceba que esse “ritual” é corriqueiro.
Para iniciar o processo, compre um penico de escolha da criança e deixe no lugar em que a criança costuma brincar. A criança deve explorar o penico (não a deixe colocá-lo na cabeça) e ser estimulada a sentar nele com roupa, enquanto os pais explicam para que serve ou brincam com ela.
Quando a criança estiver familiarizada, coloque o penico no banheiro e passe as eliminações da criança da fralda para o penico na presença dela, sempre conversando e explicando o que acontece. Comece a deixar a criança de calcinha ou cueca sentada no penico.
Quando a criança conseguir passar uma grande parte do dia seca já se pode retirar a fralda. Não deixe de oferecer o banheiro ao pequenino várias vezes ao dia. Após o início do controle, ainda leva de 5 a 6 meses para que se efetue. Deve-se adaptar o vaso sanitário para a criança e estimular a utilização assim que estiver fazendo uso efetivo do penico.
Nunca retarde a ida ao banheiro quando a criança pedir. Respeite seus limites e capacidades. A fralda noturna pode ser retirada quando a criança começa a acordar seca. Isso acontece logo depois do controle diurno. As fezes são controladas um pouco mais posteriormente.
Vida sem fralda - Prepara-se para encontrar a cama molhada no começo do treino da retirada das fraldas noturnas. Isso é normal. Entre os dois e cinco anos de idade, a criança não tem total controle esfincteriano e podem ocorrer acidentes. Evite oferecer líquidos antes da hora de dormir e leve a criança ao banheiro antes de deitar ou mesmo durante a noite.
Não puna ou castigue a criança por ter fracassado. Essa atitude só atrapalha o aprendizado da criança. Elogie sem exageros quando a criança obter sucesso. Muitas vezes poderá ficar sentada no penico e no vaso sanitário sem fazer nada e assim que sair urinar ou fazer coco na roupa. É normal, o controle esfincteriano está começando. Limpe a criança e faça tudo de modo natural.
Meninos e meninas aprendem primeiramente sentados. Os meninos devem ser estimulados a fazer xixi em pé como o papai depois do controle já adquirido.
Algumas crianças regredirem nesse processo, pois podem querer chamar a atenção. Um motivo bastante comum para a regressão é a chegada de um novo irmãozinho.
Faça desse momento um período de trocas com seu filho. Dê muito amor e carinho. O único trabalho dos pais é criar condições para que o processo de aprendizado seja o mais descontraído possível.
Retirada das fraldas


A retirada das fraldas deve ser gradual e sem violência. Procurar soluções,sim; sem forçar. A retirada das fraldas é um momento muito delicado para a família e a criança. É importante que os pais compreendam que o controle do xixi e do cocô não acontece de uma hora para outra. A partir de um ano e meio de idade, ela passa a sentir o que acontece com o seu corpo e tem maior controle sobre os músculos do ânus e do genital. Algumas vezes, a criança avisa que vai fazer xixi ou cocô, outras vezes só avisa depois que já fez.

Aos três anos já sabe fazer xixi e cocô sozinha, mas ainda precisa da ajuda dos adultos para se limpar.A família deve perguntar repetidas vezes se ela deseja ir à sanita/pote e premiá-la quando ela avisa. No entanto, quando ela não conseguir fazer xixi e cocô no lugar adequado, a família não deve bater, repreender ou ridicularizar a criança.

ENTRE FRALDAS E LETRAS

O PERFIL DO ATENDIMENTO DADO A CRIANÇAS DE DOIS A TRÊS ANOS 


A educação infantil é a primeira fase escolar da criança e é nela que estão presentes momentos relevantes para a vida futura, as escolas de educação infantil possuem atualmente duas atribuições complementares e indissociáveis: cuidar e educar, complementando os cuidados e a educação da família ou no círculo dela, procurando romper desta maneira, com o modelo assistencialista, as propostas espontaneístas e compensatórias no que se refere ao lidar com as crianças de zero a seis anos.
A Educação Infantil tem sido encarada de diversas formas: como função de assistência social, como função sanitária ou higiênica e, mais recentemente, como função pedagógica. Isto se deve ao aceleramento da produção industrial no início do século XX, o qual mudou severamente o cenário da estrutura familiar tradicional, pois as mulheres da classe trabalhadora começaram a sair de seus lares para trabalharem nas fábricas implantadas na época, pois a demanda de trabalho era muita e os homens estavam na lavoura.
No debate sobre o cuidar e ou educar crianças nasce à necessidade de estabelecer um currículo para a educação infantil. Entretanto, currículo é identidade e, portanto, é preciso delinear o espaço que queremos garantir na construção da história da educação infantil.
As crianças pequenas ainda estão descobrindo o mundo, tudo é novo e, deve ser trabalhado e aprendido, não são independentes e autônomas para os próprios cuidados pessoais, precisam ser ajudadas e orientadas a construir hábitos e atitudes corretas, estimuladas na fala e aprimoradas em seu vocabulário. “Toda relação estabelecida com a criança [...] é educativa. É educativa também a relação assistencial, de atendimento as necessidades imediatas de higiene, alimentação, saúde, proteção e aconchego” (REDIN, 1998, p. 49).
O papel do profissional da educação infantil jamais será o de substituto da mãe ou de “tia”, como muitos pensam. É preciso profissionalizar o trabalho educativo para educação infantil para que se rompa definitivamente com a idéia de que quanto menor a criança a ser educada, menor o prestígio profissional de seu educador e menos exigente o padrão de sua formação prévia.
Corroborando com esta afirmativa, a Coordenação de Educação Infantil (COEDI) do MEC, em 1993, apresenta um documento que lança as novas diretrizes políticas para a educação infantil. Entre elas, a que afirma a necessidade de construir a profissionalização dos trabalhadores de educação infantil, recomendando que o adulto que atua na creche e na pré-escola “devem ser reconhecido como profissional e a ele devem ser garantidas condições de trabalho, plano de carreira, salário e formação continuada condizentes com o papel que exerce” (BARRETO, 1994, p.12).
A construção de uma pedagogia para a infância tem como um de seus maiores desafios à elaboração de uma proposta pedagógica que abarque fatores sociais e culturais da realidade vivenciada pela criança e pela instituição, sem desconsiderar o importante papel do educar e cuidar no cotidiano das instituições de educação infantil.